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Novidades tecnológicas marcam o segundo e último dia da Future Trends

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Pal Himanshu, um dos principais consultores no mundo da Consultoria Kantar

O segundo e último dia (05/09) do Future Trends, o maior congresso de varejo da América Latina, voltou a destacar o papel da tecnologia nas vendas, no relacionamento com o cliente e no aumento da rentabilidade do ponto de venda.

Uma das palestras de maior repercussão foi a do Amigo Himanshu, um dos principais consultores mundiais da Kantar Consulting, empresa especializada em produtos de consumo e varejo, em especial o canal farma.

Segundo o consultor, a primeira e grande mudança é a fragmentação do mercado, que já começou a acontecer. Caminha-Se para um aprofundamento dos nichos, com uma nova onda de compradores: os idosos, os imigrantes, os usuários de fim de século, pessoas solteiras que moram sozinhas, entre outros grupos. O desafio da farmácia, é se relacionar com cada um deles, atendendo às suas demandas, em particular.

Novos grupos de consumo

“A percepção de valor varia em cada grupo. Para uns, é o preço; para outros, a experiência. Muitos dos novos consumidores querem soluções e não produtos. Querem personalização no atendimento. Diante disso, falar de a massa não vai adiantar. É preciso criar campanhas de marketing únicas e exclusivas”, destacou Pal Himanshu.

A dinâmica do canal farma também vem mudando. Cada vez mais, a saúde e o bem-estar ganham mais relevância no ponto de venda. Por isso, a concorrência passa a ser mais ampla, já que há outros leitores que vendem produtos semelhantes, como supermercados, perfumarias e (como não falar dela?) A Amazon, maior varejista online do mundo, que já entrou no segmento farmacêutico.

“Esta nova dinâmica vai exigir que as farmácias de desenvolver novas competências. Na Polônia, por exemplo, a Super Pharm está ao lado de um centro de fitness, porque já sabe que para estar bem por fora, é necessário estar bem por dentro”, disse o consultor.

Comércio sem barreiras

O fim das fronteiras, é outra característica das mudanças que se anunciam. Comércio por voz e por máquinas de venda automática, já é uma realidade. Estudos indicam que, até 2021, 50% de todas as buscas serão por meio da voz. Estão lá para verificar a Alexa, da Amazon, e a Cortana da Microsoft. No Japão, é muito comum encontrar máquinas de venda de produtos de perfumaria e beleza. São mais baratos e economizar em mão-de-obra humana.

A pressão por resultados, também vai aumentar. A questão é: como ter mais crescimento e mais rentabilidade em menos tempo para os próximos anos. Muitas redes varejistas estão reformando lojas, investindo em tecnologia e oferecendo novos serviços para aumentar o retorno esperado.

Tecnologia para novos serviços

“A inovação tem que facilitar a vida do nosso cliente”, disse o empresário Modesto Araujo, da Rede de Araújo, durante o debate no Future Trends. É por isso que não deixam de ser desenvolvidos em novas aplicações. Apesar de que, em alguns casos, se esbarrarem em questão regulatória, os varejistas estão atentos e dispostos a investir em recursos tecnológicos que melhoram a experiência de compra do cliente.

Este foi o tema da última palestra do dia, com Carlos Zago, CEO da Innovster, que se levou a cabo uma apresentação de oito startups inovadoras em saúde e varejo, entre elas, o Aqua, cuja solução consiste em telas interativas (tela de toque) no ponto de venda, com informações sobre os produtos. O cliente navega, tira as dúvidas e faz a escolha dele.

imagem07 09 2018 22 09 31imagem07-09-2018-22-09-31Carlos Zago, CEO da Innovster, levou a cabo uma apresentação de oito startups inovadoras em saúde e varejo

Outra startup que se destacou foi a Neomode, com a aplicação Clique e Retire. A plataforma omnichannel conecta as vendas em linha com o estoque físico das lojas e as transforma em um minicentro de distribuição. Como isso, se o cliente compra pela internet e sai da loja onde quiser. Esta tendência está se tornando cada vez mais uma realidade para os varejistas, como é o caso do Magazine Luiza, que também participou do Future Trends para compartilhar sua experiência com a integração dos canais de venda.

As tecnologias de chatbots também se mostraram relevantes. O objetivo é automatizar a comunicação por meio de inteligência artificial. Muitos varejistas no Brasil, já estão usando robôs para se comunicar com os clientes.

Fonte: Revista da Farmácia

Por Viviane Massi

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    Fonte: ascoferj.com.br/notícias/14316

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