Vigilância sanitária interdita a oficina farmacêutica de pacientes depois de passar mal em Três de Maio ” Panorama Farmacêutico – Imã de geladeira e Gráfica Mavicle-Promo

14ª Coordenação de Saúde investiga se o procedimento estético realizado no local pode ter causado a intoxicação em pacientes, que foram parar no hospital. Farmacêutica responsável disse que espera mestrado em medicamentos utilizados para poder se posicionar.

 

Por Maria Eduarda Ely, RBS TV e G1 RS

 

A Vigilância Sanitária interditou o patrão de uma farmacêutica em Três de Maio, no Noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida foi tomada na quarta-feira (20), depois que quatro mulheres atendidas pelo profissional que tiveram que ser hospitalizadas.

 

Eles relataram ter passado por um procedimento, realizado pela farmacêutica, para estimular a produção de colágeno no rosto. “Foi realizado um procedimento estético e, depois, veio a passar mal. De lá, fui para a farmácia, não podia quase nem medir a pressão e vim para a emergência, onde foi atendida”, diz o marido de uma das pacientes, Roberto Coleto.

 

Três mulheres que foram internadas no Hospital São Vicente de paulo, já recebeu alta. Uma quarta paciente permanece na unidade de cuidados intensivos. De acordo com o médico que prestou atenção, elas sofreram uma intoxicação pelo uso do anestésico Lidocaína, que é utilizado em vários tipos de procedimentos médicos e dentistas.

 

“Quatro pacientes com um quadro clínico muito semelhante, em verdade, compatível com uma dose excessiva de medicação Lidocaína”, conta o pneumologista Jean Zanette.

 

“Apresentavam uma frequência cardíaca muito baixa, vômitos, diminuição do sensório, isto é, os pacientes estavam confusos e com a voz arrastada”, afirma o médico. Agora, a 14ª Coordenação de Saúde determina se as reações foram desencadeadas por alguma falha da farmacêutica. O nome dele não será divulgado a pedido da Secretaria de estado de Saúde do município.

 

“A proibição cautelar pode ser tanto física, como pode ser definitiva. Ele é feito justamente para evitar outras situações”, explica o coordenador regional de Saúde, Valdemar Fonseca.

 

Segundo ele, a investigação será feita junto com o médico que atendeu a paciente no hospital, assim como a partir da informação e dos documentos obtidos junto à profissional. Também foram apreendidos os medicamentos utilizados. Ainda será apurado se o patrão tinha autorização para funcionar. Por telefone, a farmacêutica responsável pelo processo, disse que espera que a experiência dos medicamentos utilizados para poder se posicionar.

Fonte: G1

Fonte: panoramafarmaceutico.com.br/2019/03/22/vigilancia-sanitaria-interdita-consultorio-de-farmaceutica-apos-pacientes-passarem-mal-em-tres-de-maio

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