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Etanol e diesel ganham força, e o consumo de combustível cresce 4% em janeiro

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Fonte: Valor Econômico

Depois de ficar praticamente estável em 2018, o consumo de combustíveis começou o ano em alta. De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), as vendas cresceram 3,8% em janeiro, frente a igual mês do ano passado, para 11,215 milhões de litros.

Tradicionalmente vinculada ao desempenho da economia, a agroindústria e a indústria, a comercialização de diesel cresceu 6,1% no primeiro mês do ano, 4,4 milhões de litros. Em 2018, as vendas do combustível aumentaram em 1,4%.
Já o consumo de gasolina manteve a trajetória de baixa iniciada no ano de 2018, em meio à perda de competitividade do etanol. Depois de fechar o ano passado com uma queda de 13,1%, a comercialização da gasolina caiu 7,9% em janeiro, para 3,1 milhões de litros.

As vendas de etanol hidratado, por sua vez, avançaram 34,4%, a 1,85 milhões de litros, depois de crescer um 42,1% em 2018. Este aumento sustentou o crescimento do mercado do Ciclo Otto (veículos leves, cujos motores funcionam com etanol e/ou gasolina). Tradicionalmente vinculado ao consumo das famílias, este segmento registou um aumento de 1,5%, depois de cair mais de 3%, em 2018, em gasolina equivalente), uma medida que considera a equivalência energética do etanol frente à gasolina.

O gás liquefeito de petróleo (GLP), outro mercado em geral vinculado ao consumo das famílias, recuou 1,6% em janeiro, seguindo a trajetória de queda de 2018, quando as vendas do derivado caíram 1%. O consumo de óleo combustível, associado principalmente ao despacho das termelétricas, por sua vez, caiu de 26,3% no primeiro mês do ano.

Já entre os destaques positivos, as vendas de querosene de aviação (QAV) cresceram 3,8%, em um sinal de que o mercado doméstico de aviação mantém o movimento de reaquecimento registrado no ano passado. Em 2018, o consumo do derivado avançou 7,6%.

Ontem, a ANP também informou que a produção nacional de petróleo caiu 2,2% em janeiro frente a dezembro do ano passado. A agência atribuiu a queda das paradas para manutenção das plataformas P-74 e da Cidade de São Paulo, que estão no pré-sal da Bacia de Santos. Já a produção de gás natural caiu 0,4%, na comparação com dezembro.

Fonte: www.sindigas.org.br/novosite/?p=14090

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